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Página inicial > Concelho > Costumes e tradições > Artesanato do concelho de Salvaterra do Magos

ARTESANATO


Salvaterra de Magos, Concelho ribeirinho do Tejo, com os seus campos férteis, onde a pesca e a agricultura, desde sempre ocuparam a vida das suas gentes.

As tradições, os ofícios e as artes foram passando de geração em geração, sendo possível nos dias de hoje encontrar neste Concelho actividades que com o passar do tempo e a crescente industrialização, têm desaparecido.

O artesanato Concelhio é rico e variado, a olaria de Muge, os bordados a ponto de cruz da Glória do Ribatejo, os vimes e as vergas de Marinhais, encantam os nossos olhos.

No Concelho poderá encontrar o correeiro, que habilmente trabalha o cabedal, reparando ou fazendo, arreios, cabeçadas e cintos.

As miniaturas de barcos como as bateiras, evidenciam a forte influência do rio Tejo na vida destas gentes, que outrora construía e reparava as sua próprias embarcações.

Com o ferro forjado fazem-se vários utensílios domésticos e decorativos. Com grande habilidade as mãos pintam tecidos, porcelanas, gessos, marfinites, vitrais, combinam flores secas, enfeitam madeiras e estanhos, num bailado indeterminável os dedos vão fazendo as rendas, bordando o pano, trabalham as farpas e as embolas, captando as atenções e produzindo peças de rara beleza.

A paciência, a arte e a sabedoria, permitem o restauro de peças antiquíssimas, que acabam por se preservar no tempo.

Assim se perpetua a memória de um povo, que com o seu trabalho manual, vai contribuindo para a manutenção e sobrevivência das actividades dos seus antepassados, de quem herdaram todo o saber e arte de trabalhar com as mãos.



BORDADOS A PONTO DE CRUZ DA GLÓRIA DO RIBATEJO

Um dos aspectos mais marcantes da arte popular gloriana são os bordados a ponto de cruz.

Esta arte esteve intimamente ligado às práticas do quotidiano da Glória do Ribatejo, como era o caso da decoração dos interiores de suas casas de habitação, na infância a mãe com a ajuda de familiares bordava paciente o fato e a touca para os seus filhos, no namoro quando começavam a namorar era usual a rapariga oferecer um lenço bordado ao seu namorado, este por sua vez oferecia uma navalha, que simbolizava o “pão” que iam dividir juntos na vida.

 Para além desta utilidade os bordados a ponto de cruz, são também uma representação artística, que foi transmitida de geração em geração e por isso constitui um legado de vasta riqueza etnográfica, que deve ser preservado.

 

OLARIA DE MUGE

Escavações arqueológicas, descobriram vestígios de um forno de cerâmica romano, na freguesia de Muge, desde esse período até aos dias de hoje, a roda do oleiro não parou.

Nas olarias de Muge tudo é exercido como no passado, as mãos do oleiro amassam o barro, que depois de moldado, é seco e cozido num forno de lenha.

Por vezes os oleiros, pintam as peças de olaria, mas o mais usual em Muge é o barro vidrado.

Da roda do oleiro surgem peças como as bilhas para a água, vasos, tachos, jarros, potes...

Apesar da sua antiguidade, a olaria de Muge, continua ainda a desenvolver a sua actividade graças ao esforço e empenho dos oleiros, que vão contribuindo com a sua arte para a manutenção da tradição do trabalho com o barro.


VIMES E VERGAS DE MARINHAIS

Longe vão os tempos em que o Concelho de Salvaterra de Magos era percorrido pelos “cesteiros”, oriundos do Norte do país que para aqui se deslocavam e permaneciam grandes temporadas, trabalhando o vime e a verga, para venderem de porta em porta.

Os cesteiros deixaram a sua arte na freguesia de Marinhais, onde  manualmente se faz uma grande diversidade de peças de verga e vime, cestos, cadeiras sofás e estantes, são muito apreciados pelas características peculiares que possuem.

 



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