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Câmara associa-se ao LusoCord
No âmbito da campanha de sensibilização para a doação de células estaminais do cordão umbilical, para o tratamento de doenças graves e incapacitantes. |
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___A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos associou-se ao LUSOCORD na divulgação da sua campanha de sensibilização para a doação de células estaminais do cordão umbilical, junto dos munícipes do concelho de Salvaterra de Magos.
Este acto solidário, promovido através do Lusocord, de âmbito nacional, permite a recolha de células que poderão ser utilizadas futuramente no tratamento de pessoas com doenças graves e/ou incapacitantes.
O LUSOCORD é o BANCO PÚBLICO DE CÉLULAS ESTAMINAIS DO CORDÃO UMBILICAL, de âmbito nacional, que recebe as dádivas de sangue do cordão umbilical (SCU) de todas as mães que o queiram doar para uso em transplantação e investigação científica. A Medicina Regenerativa é uma esperança de futuro para tratar muitas doenças graves e incapacitantes à escala mundial.
A campanha de sensibilização está visível na rede de mupies da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, sitio oficial na internet e demais suportes de comunicação da Câmara Municipal.
Continuamos empenhados em construir um concelho cada vez mais solidário, possível com a generosidade de todos.
Colocámos algumas questões cujas resposta o irão ajudar a conhecer melhor este projecto, informando-o de seguida sobre o modo de colaborar nesta campanha.
Quais as aplicações actuais para as células estaminais do cordão umbilical dos Bancos Públicos? Actualmente estão a ser utilizadas no tratamento de doenças malignas do sangue como leucemias, doenças do sistema imunitário, em algumas doenças genéticas, sobretudo do sangue e outras doenças muito raras. Estão em estudo experimental outras formas de aplicação.
Qual a probabilidade de um dador beneficiar da amostra recolhida aquando do seu nascimento?
A probabilidade de um dador beneficiar é uma combinação de vários factores, calcula-se seja inferior a 0,1%. Se houver muitas dádivas e colheitas com grande volume de sangue do cordão umbilical, a probabilidade de todos os doentes beneficiarem do Banco e conseguirem um transplante compatível aumenta e o benefício é maior para todos.
Qual a probabilidade de um doente encontrar, nos bancos públicos internacionais, uma amostra compatível?
Não é possível falar de uma probabilidade única, porque as características genéticas do doente podem ser mais ou menos comuns. A probabilidade será tanto maior quanto mais dadores houver. As hipóteses de encontrar alguém geneticamente compatível aumentam com o número de dadores.
Durante quantos anos é possível criopreservar a amostra?
Durante o tempo que quisermos. Vários factores como a resistência das células podem determinar evoluções diferentes nas diferentes amostras. Não sabemos nem podemos garantir que essas amostras estejam todas nas condições ideais para usar, ao descongelar.
Quem doa uma amostra para o LusoCord está a disponibilizá-la também para outros doentes a nível internacional?
Os bancos públicos têm como único objectivo tratar doentes. O tratamento dos doentes faz-se em rede mundial e os bancos públicos disponibilizam as amostras para os doentes, seja qual for a sua nacionalidade, raça ou credo. Actualmente existem mais de 400.000 unidades na rede. A maioria dos doentes Portugueses foi transplantada com dádivas internacionais.
Quem faz a doação tem algum direito sobre a amostra?
Quem faz a doação não tem direitos sobre a amostra. A utilização actual é da ordem de 1 a 3 % por ano. Ou seja, se fosse necessário algum dia e útil, o mais provável é que estivesse guardada.
Quantas doações já foram feitas ao LusoCord? O processo implica algum pagamento?
Cerca de 1400 dádivas e 1100 amostras criopreservadas para transplante nos primeiros 6 meses. O processo é gratuito.
Em todo o Mundo, quantos transplantes já foram feitos com recurso a células estaminais do cordão umbilical?
Mais de 20.000 nas estatísticas oficiais.
Quais as possíveis aplicações, no futuro, das células estaminais?
As aplicações futuras das células estaminais encontram-se ainda em fase de estudo. A reconstrução do tecido cardíaco, osso e cartilagem, a diabetes, a esclerose múltipla ou doenças do foro neurológico são exemplos. Os estudos noticiados carecem de replicação e de validações científicas. A maioria das doenças que beneficiariam de medicina regenerativa aparece entre os 50 e os 70 anos. Não se sabe se as células criopreservadas aguentam esse tempo. Estas células também podem ser colhidas no próprio doente adulto em muitos casos.
PARA DOAR O SANGUE DO CORDÃO UMBILICAL:
O que fazer para solicitar o Kit?
A mãe deve contactar o LusoCord, pelas 36 semanas de Gravidez, por telefone ou email.
Como receber o kit LusoCord?
O kit será entregue directamente, via transportadora, entre as 9h e as 13h, na morada indicada. Pode ser solicitado presencialmente no C. Histocompatibilidade do Norte (situado no recinto do Hospital de S. João - Porto).
O que fazer quando receber o Kit?
O Kit LusoCord é uma caixa térmica, deve abrir. Retirar o Termoacumulador e colocá-lo no congelador até ao dia do parto (deve estar congelado). Ler cuidadosamente as Instruções de Acondicionamento e Transporte. Preencher o Formulário de Dados Pessoais. Assinar a Declaração de Consentimento Informado. Anexar a Cópia das Análises do 3ºTrimestre de Gravidez.
No dia do Parto:
A mãe leva o Kit LusoCord para a sala de Parto. Depois da colheita feita pelos profissionais, o Kit será entregue ao pai ou outro familiar indicado pela mãe, que terá que: Verificar o Acondicionamento, Anexar o formulário preenchido pelo médico/enfermeiro e a documentação preenchida pela mãe, ligar para a transportadora ou entregar no Centro de Histocompatibilidade do Norte, se residir próximo do Porto.
Importante:
Da hora do parto à chegada do Kit ao LusoCord, não pode ultrapassar as 48h. O acumulador deve estar congelado no dia do parto. Verificar sempre o acondicionamento do kit no final do parto. O SCU não pode estar em contacto com o acumulador. O SCU deve estar envolvido na película protectora. No final do parto deve ligar de imediato à transportadora a solicitar a recolha do Kit.
O que acontece à amostra ao chegar ao LusoCord?
A amostra de SCU ao chegar ao LusoCord será avaliada e reunindo todas as condições de viabilidade, será criopreservada e disponibilizada para usar na sua totalidade num único transplante. Senão, pode vir a ser usada em investigação científica, para estudos de medicina regenerativa fundamentais para tratar muitas doenças graves e incapacitantes, no futuro.
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