Inserido na programação oficial do Mês da Enguia foi lançado no passado sábado, 6 de Março, no Centro de Interpretação e Educação Ambiental do Cais da Vala, em Salvaterra de Magos, o livro "As Cheias em Salvaterra de Magos", uma edição da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos que originou também uma exposição fotográfica, a decorrer durante o mês de Março, no mesmo local.
A obra editada conta com Prefácio da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, Ana Cristina Ribeiro, que confere à obra uma contextualização inicial da temática abordada muito precisa, relatando o impacto que as cheias do Tejo sempre tiveram num concelho marcadamente agrícola, constituindo-se este fenómeno como um momento de "descanso" das próprias terras que no período "pós-cheia" davam inicio a um novo ciclo agrícola.
Na apresentação do livro a Sra. Presidente congratulou-se com a obra lançada, ressalvando a pertinência da mesma sobretudo no inverno rigoroso que vivemos que fez, muito recentemente, o Tejo sair novamente do seu leito, relembrando que no passado este comportamento do rio acabava também por trazer dificuldades acrescidas às famílias do concelho, que privadas do trabalho e muitas vezes isoladas acabavam por recorrer à compra fiada nas mercearias, com a promessa do pagamento integral aquando do regresso ao trabalho.

"As cheias fazem assim parte da entidade e memória histórica do nosso concelho e das nossas gentes" referiu a Sra. Presidente aludindo à total pertinência desta edição, que classificou como "mais um exemplo do empenho que a Câmara Municipal tem vindo a realizar no estudo, defesa e divulgação da sua história local e do seu património cultural concelhio".
A obra editada relata as cheias em Salvaterra de Magos, concretamente as cheias de 1876 e as cheias de maior destaque no século XX, dando especial enfase à cheia de 1979, considerada a maior do século XX, e conta com um importante expólio fotográfico.
Uma edição da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, disponivel nas Biblioteca Municipal e respectivos Pólos de Marinhais e Glória do Ribatejo, bem como no Centro de Interpretação e de Educação Ambiental do Cais da Vala.